Explicação sobre DLSP e DBGG: Governo Bolsonaro e Governo Lula
Por: Ruy paulo.
A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e a Dívida Bruta Geral do Governo (DBGG) são dois indicadores fundamentais para avaliar a saúde fiscal de um país. Ambos refletem as obrigações financeiras do governo, mas com diferenças importantes. A DLSP é calculada subtraindo-se os ativos financeiros do governo da sua dívida bruta, oferecendo uma visão mais precisa da capacidade de pagamento do setor público. Já a DBGG considera a dívida total, sem descontar os ativos. Ambas têm implicações diretas na política fiscal e no crescimento econômico do país.
A DLSP no governo Bolsonaro
Durante o governo de Jair Bolsonaro, a DLSP apresentou um aumento de 3,7% do PIB, passando de 53,8% para 57,5% do PIB entre 2019 e 2022. Em termos absolutos, a dívida líquida aumentou em R$ 1,9 trilhões, de R$ 3,8 trilhões no início do governo para R$ 5,7 trilhões no final de 2022. Esse aumento foi influenciado por vários fatores, sendo o mais significativo a pandemia de COVID-19, que gerou um aumento expressivo nos gastos públicos com medidas emergenciais e de apoio à economia. O governo precisou financiar pacotes de ajuda para empresas e famílias, resultando em um déficit fiscal elevado.
Além disso, a alta dos juros no Brasil, impulsionada pela política monetária do Banco Central para combater a inflação, também teve um grande impacto no aumento da dívida. Com a taxa de juros elevada (acima de 13%), o governo teve que arcar com o custo de refinanciar sua dívida interna, que representa grande parte da dívida do setor público. A desvalorização cambial, associada a um câmbio mais volátil, também contribuiu para o aumento da dívida externa, pois quando dólar sobe a dívida sobe se a proporção de títulos e obrigações de pagamentos em dólares sobrepor a valorização das reservas internacionais que, quando convertida para reais, encareceu as obrigações do governo.
Por fim, ao final do governo Bolsonaro, a DBGG também se expandiu, refletindo o aumento do endividamento geral do setor público. Porém, é importante destacar que esse aumento não foi apenas devido à gestão fiscal, mas também ao contexto global e local da pandemia e da recessão econômica, que afetaram diretamente as finanças do país.
A DLSP no governo Lula
No governo Luiz Inácio Lula da Silva, a DLSP atingiu R$ 7,2 trilhões em novembro de 2024, representando 61,2% do PIB. Isso representa um aumento de 27% em relação ao final do governo Bolsonaro pois a dívida anterior era de 5,7 trilhões logo 27% seria 1,5 trilhões somando tudo em termos absolutos 7,2 trilhões o que em termos de crescimento da dívida pib é exatamente a mesma coisa do governo anterior só que em menos tempo ,crescimento de 3,7 de dívida pib Essa trajetória de crescimento da dívida em apenas 2 anos é mais alta que a do governo anterior, pois se dividir a divida por ano ,fazendo uma média, sem considerar os gastos com a pandemia o que vale ressaltar o governo lula não tem temos um crescimento por ano de:
No governo bonsonaro foi de 475 bilhões por ano
No governo lula 750 bilhoes por ano
A DBGG.
A Dívida Bruta Geral do Governo (DBGG) representa o total de obrigações financeiras de todos os níveis de governo (federal, estadual e municipal), tanto internas (dívidas emitidas no Brasil) quanto externas (dívidas em moeda estrangeira). Ela não desconta os ativos financeiros que o governo possui, como reservas internacionais, o que a torna uma medida mais ampla de endividamento.
A DBGG é usada para avaliar o endividamento total do setor público, enquanto a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) subtrai os ativos financeiros da dívida bruta, oferecendo uma visão mais precisa da capacidade de pagamento do governo.
Por que a trajetória da dívida está maior no governo Lula?
O aumento da dívida líquida no governo Lula é impulsionado, principalmente, pelo aumento da taxa de juros e pelo déficit fiscal, que continua sendo um problema estruturante da economia brasileira. Após a pandemia e a recessão econômica que se seguiu, complicou ainda mais o controle do endividamento público. Além disso, os gastos com programas sociais e déficits persistentes e indexação de salário a previdência só pioram o quadro.
Por outro lado, o governo Bolsonaro também teve seus próprios desafios fiscais, mas a pandemia foi o principal fator que alterou drasticamente as contas públicas. O aumento dos gastos emergenciais para enfrentar a crise sanitária levou a um déficit fiscal elevado durante o pico da pandemia, o que impactou diretamente o crescimento da dívida.
Comparação entre os governos: um contexto distinto
É fundamental compreender que, não há contexto proporcional que possam sugerir uma igualdade ao análisar a dívida, não é possível fazer uma comparação direta entre os governos de Bolsonaro e Lula sem considerar o contexto distinto em que cada um atuou. No governo Bolsonaro, a pandemia foi o principal fator de aumento da dívida, com o Brasil enfrentando uma das piores crises sanitárias e econômicas da história. Já no governo Lula, a herança fiscal do governo Bolsonaro, que apesar de superavitária ainda não resolveu problemas estruturais antigos como a indexação de salário a previdência,o que não justificam o aumento desproporcional em realação ao tempo um com 4 anos elevando a dívida DLSP em 3,7% em relação ao pib e o outro 3,7% em 2 anos.
Vale lembrar algo importante a considerar :
Se os ativos financeiros do governo sobem, leia-se alta dólar, a divida liquida pelo cálculo de ativos e passivos pode ficar menor.
Em conclusão, não há como fazer comparações diretas entre o aumento da dívida nos dois governos, pois os contextos econômicos e fiscais são fundamentalmente diferentes. A pandemia e a recessão econômica herdada de Bolsonaro complicaram a trajetória fiscal do Brasil, assim como medidas eleitoreiras no final do mandato também prejudicaram o governo anterior. Por sua vez, o governo Lula enfrenta um fiscal deteriorado e um aumento de custos com programas sociais e juros da dívida. Embora o aumento da dívida liquida do setor público 27% em relação ao final de 2022 seja significativo pelo prazo de apenas 2 anos , ele reflete as dificuldades fiscais do Brasil, que continuam a exigir medidas rigorosas para garantir a sustentabilidade das contas públicas.
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